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Por que existe uma tendência em sintetizar tantos aromas naturais em perfumes?

Plantas abstratas em fundo violeta

Por que fazer tantos esforços para substituir aromas naturais que, em teoria, seriam abundantes na natureza e disponíveis por alguns centavos, por ingredientes de origem sintética?

A resposta pode ter a ver com a iniciativa da International Fragrance Association (INFRA), que, em 2003, começou a banir ou restringir agressivamente alguns ingredientes.

A INFRA alega que as substituições são por razões de saúde ou ambientais. Algumas das restrições afetam substâncias naturais que vêm sendo utilizadas há séculos, como óleo de rosas, absoluto de jasmim, extratos de especiarias, bergamota e outros óleos cítricos.

Dermatites, alergias e câncer

Muitos desses ingredientes têm demonstrado que causam casos ocasionais de dermatite de contato, o tipo de erupção cutânea que se obtém da hera venenosa e outros irritantes químicos.

A IFRA vê estes movimentos de substituição como uma esperança de evitar ações dos governos como a União Européia, que tradicionalmente adota uma abordagem dura na regulamentação química.

Os perfumes de hoje em dia são, em sua maioria, resultados de misturas de químicos sintéticos que tendem a ser mais baratos e manipuláveis do que os materiais naturais. Os perfumistas podem usar um único produto químico ou grupo de produtos químicos para criar um acorde.

Quanto mais ricos, maiores as chances de alergia

O Cis-3-hexenol, por exemplo, sugere o aroma da grama cortada. Mas os extratos naturais ainda são cruciais por causa de sua riqueza: cada um contém dezenas a centenas de moléculas diferentes, adicionando uma plenitude olfativa que nenhum sintético pode igualar.

Porém, quanto mais rica a composição química, maior a chance de um desses componentes provocar uma alergia à pele ou agir como um carcinógeno fraco em roedores ou tornar-se tóxico às células quando exposto à luz solar – para citar apenas alguns dos muitos motivos pelos quais as matérias-primas sintéticas e naturais são hoje restritas.

Embora as restrições de IFRA afetem tanto os ingredientes naturais quanto os sintéticos, elas representam um problema particular para os ingredientes naturais, que não podem simplesmente ser ajustados a nível molecular.

Controle das fórmulas

O metil eugenol, por exemplo, foi classificado como cancerígeno e é apenas um componente do óleo de rosas, um dos ingredientes mais apreciados da perfumaria. Ele também é encontrado em especiarias como o cravo e a baga de pimenta.

A quantidade de metil eugenol em um perfume deve ser controlada em toda a sua fórmula.

Claro, o uso de sintéticos e naturais nas fórmulas de perfume é uma discussão que dura desde o início deste século e que, aparentemente, ainda tem um longo caminho pela frente.


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